Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
A sensação é boa ou má, depende da premissa.
Quando a sensação é atmosférica, pesa sobre os ombros, mas não assim tanto. O planeta tem características amigáveis.
O olhar, necessariamente vertical, atravessa uma parede de densidade mínima, transparente e vertiginosa, e vai onde o corpo não pode ir.
Este, outrora belo, perfeito, agora trespassado por uma lança que a natureza concebeu durante décadas no calor do deserto, talvez na expetativa, finalmente cumprida; vida, morte e evolução de mão dada - E o corpo sangra, inerte, na aparência incapaz de ser, de continuar a ser.
O milagre do cinema permite uma escapatória, a que a vida, constante biológica, torce o nariz. As batidas cardíacas aumentam. O corpo arrasta-se para uma caverna.
Espaço de todos os ritos.
O cerimonial invoca deuses - o feiticeiro-mor, oculto nas sombras, oferece a solução. Mas a responsabilidade é do corpo, respaldado no milagre. O grito é total, cruza eras sobre eras.
Pode começar a vingança. E esta nada tem de ominoso.
O corpo revitalizado pertence a uma mulher. Aos homens, enfim, resta-lhes morrer.
Todos uns valentes montes de merda. Ai! - Fugiu-me a boca para a verdade. Que ardam no inferno ou noutro sítio qualquer. Da sua sorte não rezará nenhuma história para além desta.
A sensação é sensacional. Em queda livre...
Deixemos certas palavras, como 'exploração', para trás. Já não servem.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.