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Pelo menos PP diz o que pensa! Diz o que diz para lá da conveniência partidária ou do espírito da sua época. Não é escravo da direita ou da esquerda ou do centro - Não defende em exclusivo as posições que melhor se adequam a qualquer dessas tendências. Já vi PP mudar de opinião (o que, ensinou-me a História, é a maior prova de inteligência que se conhece!). É um homem que lê, e lê muito; talvez a razão de todas as qualidades anteriores! Entre outras coisas, recordo que: já o vi atacar Obama (chamando-lhe irresponsável) - já o vi defender Obama (chamando-lhe corajoso). O que quer dizer alguma coisa, mesmo que não se consiga definir. Ao que julgo saber, PP gasta demasiado dinheiro em livros e na construção de um espólio cultural fabuloso (o que inclui um espaço físico dedicado à erudição, uma biblioteca, que qualquer país a sério deveria aplaudir e impulsionar), e quase dinheiro nenhum no guarda-roupa – Apenas e tão só, outra qualidade. Quando fala, PP pretende fazer a diferença, o tolo, e não obter sorrisos – No fundo, mais uma qualidade. PP é por natureza avesso ao que não provém da cultura e do intelecto, pelo que jamais ganhou e ganhará uma eleição de cariz popular. Homem duplamente sábio! No entanto, conseguiu que lhe dessem um programa de televisão (um eco: televisãoooo!) onde coloca ao nosso dispor uma série de elementos de saber e instrução que já não se julgavam possíveis nesse meio de comunicação. Num outro programa de televisão onde participa, bem menos interessante, o olhar gasto, contemplativo e meio-gozão que PP coloca ora por cima do ombro esquerdo, ora em frente, ora em eloquentes diagonais intercaladas, é por si só um poema… Uma pena que os interlocutores nesse programa não sejam grande coisa, pois caso assim fosse o poema poderia atingir a grandeza mitológica, como os sublimes poemas clássicos que ele tanto preza – tal como alguns de nós, [em bicos de pés para não deixar fugir a oportunidade] aliás, diga-se por ser verdade.
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